quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Por que eu ainda estou aqui? E você aí?

Já escrevi tantas coisas. De algumas, me orgulho. De outras, tenho vergonha. Confesso que sempre usei o blog para despertar atenções. Isso foi desde 2003, quando comecei a escrever no antigo blog besosensucuerpo, até creio, lá pelos começos de 2007 – quando percebi o quanto era tonto o ato de escrever para verbalizar emoções dirigidas a pessoas específicas. Em vez de me dirigir de viva voz a elas, canalizei para o blog a necessidade de falar.
Em algumas circunstâncias, fui notada e respondida, embora nem sempre correspondida. Mas na maioria das vezes, o fim de escrever acabou sendo o de angariar admirações e antipatias de pessoas às quais as mensagens não se destinavam. De dois anos e pouco pra cá, minha vontade de escrever tem se reduzido e atribuo isso ao fato de ter finalmente compreendido a tontice de usar o blog como mural de recados.
Sinto, porém, que muitos desses recados são peças que não eram tão herméticas, a ponto de transcender o objetivo inicial e obter simpatias diversas. De todo modo, sinto um tanto de vergonha pelo que passou e isso me retrai e tira o ânimo de escrever mais. Hoje, caminhando após o almoço, fiquei refletindo sobre isso e, apesar da vergonha que sinto, vejo-me com uma sensação de alívio por ter chegado à compreensão sobre essa atitude boba.
E confesso: escrevo para que me notem. Escrever, no fundo, é um ato de exibicionismo e de vaidade. Uma vaidade talvez ainda mais idiota do que a vaidade de quem quer ser reconhecido pela beleza do corpo. Porque, escrevendo, quero comunicar que me diferencio, que valho mais do que os outros. Escrever é pior do que ser exibicionista. E pior do que escrever é não escrever.”
Depois que a gente compreende que escrever mural de recados é uma tolice, a gente continua escrevendo. E não é só pelo exibicionismo. Eu escrevo para que alguém leia e se identifique. E eu leio pra me identificar com o que os outros escrevem. Porque pior que escrever é não escrever. Mesmo!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Post scriptum.

Volta-e-meia me vem à cabeça a célebre frase que alguém costumava me falar, “um lugar bonito, pena que tão mal povoado”. É assim que o mundo é, né? Tirando as favelas do Rio de Janeiro, até que a cidade é bonita. tirando o fedor de São Paulo, a cidade até que tem seu charme. Tirando o petit-pavê, até que Curitiba é agradável. E o ar que não é nada refrigerado em Foz do Iguaçu... e por aí vai… vai não.
O que estraga o mundo são as pessoas, só pra lembrar. inclusive fenômenos “naturais” como invasão de morros e fedor em rios são pura consequência de merdas (hahaha, essa foi sem querer) que já fizemos. O petit-pavê também! algum dia, alguém olhou para aquilo e achou que ficaria bonito pregar pedrinhas pretas e brancas nas calçadas da cidade. pra você ver que a gente não pensa MESMO antes de fazer qualquer cagadinha. Sabemos que jogar lixo no rio vai deixá-lo fedido daqui uns 10 anos, mas o futuro parece muito distante. Sabemos que a manutenção de pedrinhas é trabalhosa, que muitas delas vão soltar, causar tropeços, destruir saltos… mas o caminho mais curto é aquele que a gente já fez, né? dá-lhe petit-pavê na cidade toda.
Mas enfim. Ainda assim eu gosto do mundo. Por exemplo: poucos acreditam quando eu digo que não me importo de andar de ônibus. Mas é a mais pura verdade. Veja bem, se a pessoa não tem carro e nem disposição pra andar 8km até o trabalho, o mínimo que ela deve fazer é aceitar sua condição. Vou fazer o quê? Roubar um carro? Pegar carona na rabeira de caminhão?
E tem outra coisa. O ônibus que eu ando é um ônibus de família. É ônibus pequeno, do amarelinho, cheio de senhorinhas, alguns engravatados, estudantes, funcionários de firma e pessoas como assim como eu. É todo mundo limpinho, cheirosinho – quem nunca entrou num TTU-PONTE DE AMIZADE ou a LINHA 310 às sete da manhã nem sonha que existe gente cheirando a cecê ANTES de pegar no pesado.
Mas no meu amarelinho não. No amarelinho todo mundo tá limpinho às 7 a.m. a parte triste é que, gente, o chuveiro não limpa as pessoas por dentro, sabe. Todo mundo arrumadinho, roupa passada, carregando a pastinha da faculdade que não deve custar barato. E todo mundo mal-educado.
O sofrimento começa assim que eu chego no ponto do busão no terminal não tem fila. Ou seja, vira zona. Em pouco tempo, já peguei o macete que vai me garantir um confortável banco de plástico dentro do amarelinho: tem que esperar perto da porta. E pra isso, é claro, é preciso adivinhar aonde vai ficar a porta. Afinal, o ônibus não está lá ainda, né? E aí, na hora que o busão estaciona, é respirar fundo e rezar. As pessoas ficam ensandecidas, repentinamente todo mundo está apinhado, empurra-empurra pra tentar entrar no ônibus antes. Rola aquela muvuca tipo entrada de galera no estádio antes do show do ac/dc, saca?
E tudo isso pra quê, minha gente? Pra ir sentado. um mísero banco de plástico, escorregadio e tão confortável quanto sentar a bunda num toco de árvore. E daí tem o povo que precisa entrar naquele ônibus, que sai carregado de gente até o talo, motorista fecha a porta e vai comprimindo todo mundo pra dentro da latinha. E pra quê? Pra chegar 5 minutos antes, afinal hoje em dia Todo mundo vive com pressa, então é melhor ser mal-educado mas ao menos chegar no horário.
De uns tempos pra cá, diversas situações me fizeram repensar a forma como eu me coloco no mundo. Ser rabugenta e dona da verdade era super legal. mas o mundo é bem maior do que o meu umbigo, de modo que precisei rever vários contextos de socialização. Passei a tolerar coisas bem mais xaropes do que um busão cheio.
E passei a me expressar com mais parcimônia, o mundo não tem culpa se eu tenho problemas. Parei de deixar os cascos pelo caminho. E com isso fiquei assim, mais leve, menos mal-humorada, e essa tarefas corriqueiras obrigatórias deixaram de ser um fardo. ainda não consigo enxergar a poesia da vida, e não acho que essa seja a finalidade. E a ideia também não é fazer do mundo um lugar melhor, afinal tem mais bilhões de pessoas que precisariam compartilhar disso. Pra resumir, descompliquei certas partes da minha vida que não precisavam MESMO ser tão difíceis.

Resumo de tudo é que: 99,99% do mundo não sabe que a gente existe. E ainda assim, não nos esforçamos para ficar em paz com os 00,01% que sabe…

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A vida depois da macarronada noturna.


Ai ai que café gostoso que tomei tão bão ficar de pança cheia né adoro se bem q entrei no regime anteontem vou ter que entrar também tudo bem que na prática você consegue olhar pra mim e pensa “ah, deu uma engordada” mas quando eu tiro a roupa e tento provar qualquer coisa do meu guarda roupa é que da pra constatar q não foi “uma engordada” foram umas sete engordadas. É a mesma sensação que tenho aliás, esses dias fui colocar uma calça que comprei depois e adivinha não entrou entrou mas sabe linguiça? Ou melhor lombo costurado com barbante to ligada to no mesmo barco =/ vamos ser realistas agente tá acabada HAHAHAHA eu ia ser mais otimista, pô eu gosto de acreditar no inóspito hahahaha mas confesso: é decepcionante viver com caganeira e não emagrecer nadica na real sabe o que realmente me incomoda no meu corpo? O quê? As dobrinhas nas COSTAS putz nem fale o resto eu nao me importo, até pq é mais fácil de perder ODEIO elas ODEIO a pança eu nem ligo. É mais fácil de esconder agora as dobras nao dá a menos q vc use um PONCHO hahaha cintura permanente né cintura COM permanente! Enroladinha cintura plissada

FIM. Preocupações importantérrimas de uma mulher de 20 e poucos anos com cintura plissada. Como diria uma amiga… bregada!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ô psite!

Ah, eu não abandonei o blog. É só que a vida offline anda meio de ponta-cabeça. Assim que concluir o processo de “despontacabeçação” eu volto!
;*

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Re-escrevendo.


Juro que senti falta de pessoas.
Pessoas de bem.
De bem com a vida ...alegre mesmo curtindo o verbo.
Não sei com quem conversar. Mas é que não têm com quem conversar onde estão todas/todos? O resultado é que você não é nada e ninguém.
Não passa de terra batida mesmo.

Ontem você era alguma coisa e hoje já não passa nem de uva passa, não é lembrado, importante, ligado, encomodado nem que seja para da um “rolê” na avenida para falar com o brother.

Poxa meus dedos coçam de ansiedade para atender telefonemas – de gente de carne e osso de bem com a vida cheia de graça para dar gargalhada.
Aquela gargalhada gostosa...que um dia me falaram que eu deveria gravar.

Me sinto bem. Isso basta!

Mas, sinto falta daquela galera, daquela gente que procurava quase sempre, quase que todo dia pra trocar idéias palpáveis e aquelas do imaginário coletivo.
O que acontece na real?

Trocaram de faixa?
Não sei.
Sinto falta.
Eles existiram?

Eu convido pessoas alegres convictas de que a vida é mais além do que se vê para um dia bebemorar, filosofar e por que não desfrutar de boas gargalhadas?
Obs: apenas pessoas de bem (nada de gente com GRANA alta não é desse termo que me refiro, pessoas de bem são pessoas alegres por dentro e por fora com disposição e POSITIVIDADE para encontrar uma galera e dar risada).
Eu acho que ainda teremos miragens, e não podemos fazer muito a respeito disso, sabe? A gente vai com sede à fonte e dá de cara na areia.

De qualquer forma, eu espero que a gente não desista. E não porque “sou brasileiro e não desisto nunca”, mas porque acho, sinceramente, que tem alguém nesse mundo que vale à pena, que merece a nossa melhor parte. Alguém de verdade, de carne e osso, que use mais de atitudes e menos de palavras. Alguém que pense menos e abrace mais. Alguém pra encantar e ser encantada, sabe como?
Alguém que não minta, que não desista, que não tenha medo e que entenda que o nosso tempo é sempre o agora. Alguém que a gente não precise deletar do celular, do MSN, do Orkut e da vida. Sabe como é? Alguém que exista, que seja de verdade, que a gente possa tocar. Que a gente não tenha que ir contra a nossa vontade e se obrigar a esquecer depois.
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l o u c a m e n t e assegurada pelo remédio para TPM que o médico receitou*
*desabafos =] são maravilhosos!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mundo bizarro.

Idiota (ou preguiçosa) que sou, desenvolvi o hábito de procurar tudo no google. Eu e toda a população mundial usuária de computador, claro.

Pesquiso de tudo, do remédio que não fez efeito à história de vida dos atores dos seriados que assisto. Uma gama de inutilidades a um clique da minha mente insana, fantástico.

Descobertas interessantes dos últimos dias: marc anthony foi casado com a miss universo 1993, dayanara torres, com quem teve dois filhos. Uma pessoa fabrica, por dia, cerca de 3 litros de gases.

Sim, eu pesquisei esses dois assuntos no google. e não, eles não têm relação entre si.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Busão é nosso!

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Militância de rua. Passamos por um dos bairros mais populosos de Foz conversando com a galera à respeito do transporte coletivo.


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Quem é essa tal de Foztrans?

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É uma vergonha.